2 de dezembro de 2011

Não Desista!!!


“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água. Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou”,Êxodo 15:22-25.

Muitas vezes somos exagerados e pessimistas, bem, eu pelo menos sou assim, se algo dá errado, tenho a tendência de desistir, logo de cara. Quero outra coisa, não acredito mais que aquilo pode dar certo. Israel teve sede, achou água, mas a água era amarga. Pronto, bastou para que o povo desistisse daquela água, e mais, desistisse de Deus. Mas o mesmo Deus que fez o povo achar água não poderia também adocicar a água amarga, torná-la potável?
Ocorre que a gente cria uma memória de derrota e simplesmente condena algo à ruína eterna, nunca mais poderá ser mudado, sempre será ruim. É assim com amizades, com a profissão, e pode ser até com o casamento. Amargou não será doce nunca mais, e fica pra sempre a amargura em nosso coração.
Deus pode adocicar tua amargura, sim, ao invés de dar uma outra opção, dar algo novo, ele pode transformar o que é velho em novo. Podemos estar orando para Deus nos dar uma outra coisa, enquanto o que ele quer é mudar aquilo que já temos na mão e está arruinado.
Remir significa justamente isso, libertar do cativeiro, pagar o resgate, conceder alforria, e foi o que Jesus fez em sua obra redentora, remissão. Ele remiu algo que estava perdido, toda a humanidade. Então não desista, Deus pode transformar tuas águas amargas em doces, aquilo que você já desistiu, pode ser uma solução ainda viável para Deus, basta que você creia. Será que não é o teu caso?

24 de novembro de 2011

Você!!!!

Desde ontem a noite algumas coisas começaram a me incomodar, na verdade isso já me acompanha há algum tempo. Fui dormir, mas acordei com o mesmo incomodo. Como tenho todo tempo do mundo, pois estou em repouso, fui abrir minha página na internet e me deparei com dois amigos postando o mesmo versículo, que vem de encontro com o sentimento que estou abrigando. Passou-se algumas horas, e chega até meus olhos uma mensagem com o mesmo versículo. Três vezes no mesmo dia a mesma palavra, entendi, é o Espirito Santo cuidando do meu coração e deste sentimento. Infelizmente esta situação nos cerca a maior parte do tempo. Ensina-nos Senhor a lidar com os dedos estendidos em nossa direção!

"E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?" Mateus 7:3
Porque não conseguimos enxergar os nossos próprios erros? Porque é tão fácil ver os dos outros? Quando Jesus diz, que devemos reparar a trave dos nossos olhos, antes de enxergar o argueiro do olho de nosso irmão, Ele quis dizer que somos capazes de enxergar um pequeno argueiro, um “minúsculo erro ou defeito” no outro, mas quase sempre não enxergamos a trave que nos cega, o enorme erro que cometemos. Ou pelo menos propositalmente não queremos enxergar. Com certeza você já ouviu esta frase: “O pior cego é aquele que não quer ver”. Parece que só os outros erram, só os outros pecam, só os outros caem. Parece que somos imbatíveis e infalíveis e imunes aos erros e pecados. Como às vezes somos hipócritas, a ponto de pregarmos contra a hipocrisia e agirmos hipocritamente.Tiago 1:22
Às escrituras nos aconselha olhar para nós mesmos, as escrituras nos aconselha a examinarmos a nós mesmos, as escrituras nos ensina a termos cuidado para não cairmos, as escrituras nos aconselha a não julgarmos.
Mas olhamos os outros, examinamos os outros, rimos quando alguém cai e quase sempre estamos julgando os nossos irmãos.Mateus 7:1, Tiago 1:19
O tema desta mensagem nos aponta para que possamos olhar para nós mesmos e examinarmos com dedicação os nossos atos e procedimentos.
Que o Espírito Santo flua em nós o domínio próprio. Veja este texto:
“A mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei”.Gálatas 5:23
Que possamos dominar a nossa língua quando a mesma insistir em querer fazer fofoca dos nossos irmãos. Tiago 3:5-6. Que possamos dominar os nossos olhos quando os mesmos tentarem desviar-se para o lado, olhando para o que não deve. Devemos olhar para os nossos irmãos como Cristo olhava, amar e doar-nos como Cristo amou-nos e doou-se por nós. Quando olhamos para nós, vemos que somos falhos, vemos que pecamos, vemos que só estamos em pé, pela misericórdia do Senhor. I Coríntios 10:12
Quando olhamos para nós, vemos que somos muito parecidos uns com os outros e que, de repente, cometemos algo que nem nossos irmãos fazem ou cometem. Quando olhamos para nós, não teremos tempo para olharmos nem julgarmos os outros.
Que o Senhor nos ajude a arregalar bem os nossos olhos para esta realidade. Que o Senhor nos ajude a sermos Cristãos dentro e fora da Igreja, pois isto testemunha mais que mil sermões.

Deus nos abençoe ricamente.

19 de outubro de 2011

Pedras e Armaduras - me libertando do passado!

O mestre PahNu caminhava pela montanha com seu discípulo Daniel quando, de repente, uma pequena pedra se soltou das partes mais altas e atingiu levemente a cabeça do garoto.
Irritado, Daniel esbravejou e maldisse a pedra, sob o olhar atento e gozador de seu mestre, que se divertia com a situação.
Passados aqueles momentos de agitação do garoto, Jonas o chamou a sentar-se sob uma árvore e começou a falar:
− Daniel, essa pedra fez com que me lembrasse de uma história, que traz grandes ensinamentos para a nossa vida. Deixe-me contá-la a você… E assim começou:
“Há muito tempo, houve um reino em que as pessoas não respeitavam mais umas às outras. A intolerância entre elas era tanta que Deus ordenou que uma chuva de pedra se abatesse sobre o reino, até que Ele mesmo voltasse a ordenar que a chuva parasse.
Dessa maneira, as pessoas tiveram que se recolher às suas casas e o contato com os demais seres humanos passou a ser muito raro. Mas, também as dificuldades de viverem isolados começaram a se mostrar cada vez maiores. E eles começaram a entender que precisavam uns dos outros.
Foi então que um cientista inventou uma armadura para proteger as pessoas contra as pedras. Assim, todos passaram a usar armaduras e puderam voltar a sair de suas casas e se relacionar novamente com os demais.
Porém, com o tempo, as armaduras passaram a servir também como elementos de divisão, de segregação, entre os homens. Os guerreiros faziam questão de armaduras cada vez mais fortes, para mostrar o seu poder. Os pobres se limitavam às armaduras mais baratas, que lhe ofereciam um mínimo de proteção, enquanto os ricos ostentavam armaduras cobertas de ouro e pedras preciosas, que mostravam a sua “superioridade” social. Já as pessoas de mau caráter optavam por armaduras mais fechadas, que escondiam seus olhos e suas verdadeiras intenções. E, assim por diante, cada um procurava ter a melhor armadura que pudesse comprar e que o tornasse especial, diferenciado, dentro da classe a que pertencia.
Dessa forma, a preocupação maior do ser humano passou a ser com a armadura que vestia, ou iria vestir no futuro. E ninguém mais conhecia um ao outro… Apenas conheciam a armadura que cada um usava.
Assim, o tempo passou, as gerações passaram, de modo que não usar uma armadura passou inclusive a ser passível de punição pelas autoridades locais.
Mas um dia um jovem se revoltou com tudo aquilo e decidiu que nunca mais usaria uma armadura. Saiu para a rua com roupas de tecido normal, e assim passou a viver. Até que foi preso e julgado por sua insanidade.
Durante o julgamento, um dos acusadores o questionou, preocupado:
− Meu jovem… Você sabe que está errado perante a nossa lei e que está sendo julgado por não usar armadura. Mas, diga-nos somente uma coisa: como é que as pedras que caem do céu não o ferem?
Espantado, o jovem somente retrucou:
− De quais pedras você está falando?…
Deus havia parado com a chuva de pedras já fazia muito tempo, porém os homens, preocupados apenas com a aparência de suas armaduras, nem ao menos haviam reparado que elas não eram mais necessárias.”
Jonas concluiu, então:
− Essa história pode nos ensinar diversas lições. Mas há uma em especial para a qual eu gostaria de chamar sua atenção:
Muitas vezes trazemos do nosso passado coisas de que nem ao menos recordamos sua origem − são pensamentos, comportamentos e atitudes que eram adequados a uma determinada época em que vivemos, mas que já não nos servem mais. Carregamos essa carga extra, que somente nos atrasa e dificulta a nossa caminhada. Continuamos a usar armaduras para nos proteger de pedras, quando as pedras já não mais existem.
Por isso é importante parar a cada dia e pensar com cuidado sobre quais as armaduras que estamos vestindo e que já não são mais necessárias. Não importa o que o levou a usar essas armaduras, olhe com cuidado e perceba se já não é hora de abandoná-las.
Saber a hora de abandonar aquilo que não nos serve mais, abandonar o passado, deixar o passado no passado, é fundamental…
Somente estando livre das cargas do passado é que você poderá caminhar decididamente, vivendo melhor o seu presente e construindo um futuro mais feliz.
Pense sobre isso!

11 de outubro de 2011

"Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos."


Ninguém nasceu para morrer. A morte é uma intrusa na experiência humana. Viemos a este mundo com vocação para a vida, e é por isso que nos revoltamos com a morte. Não aceitamos o paradoxo de viver morrendo, ou de morrer vivendo.
No entanto, começamos a morrer desde que nascemos. Cada dia é um a menos. Uma vida assim não teria sentido a não ser que encontrássemos o segredo da vitória sobre a morte. O segredo existe. O salmista afirma no verso de hoje que a morte – horrenda, terrível e cruel como é – pode ser “preciosa aos olhos do Senhor”.
Qual a mensagem de Deus para você hoje? Por que a morte pode ser “preciosa” aos olhos de Deus? De que morte está falando o salmista, a quem está se referindo?
O texto é claro. Aqui se fala da morte dos santos. Santidade, no sentido bíblico, não significa ser isento de pecado, mas andar com Deus e viver para Ele.
A experiência de santidade é uma experiência de vida diária. É um andar permanente. Você permite que Deus o conduza como o pai conduz o seu pequeno filho. Há ocasiões em que os passos do filho não conseguem acompanhar os do pai. Ele pode até escorregar ou tropeçar, mas não fica caído porque está segurando o poderoso braço do pai. Existe entre eles um relacionamento de amor que não é abalado por nada.
Se você viver essa experiência diária com Jesus, passará a ser uma pessoa santa. E, se porventura a morte o surpreender em alguma esquina, essa morte será “preciosa” aos olhos de Deus, por três motivos: você estará livre das aflições deste mundo, dormirá em paz até a volta de Cristo e finalmente ressuscitará para a vida eterna.
Diante desta meditação, e receber a noticia que nossa querida irmã Ester está descansando no Senhor, posso declarar que preciosa foi sua morte aos olhos do Senhor. Pois esta irmã deixa um testemunho de vida cristã, e dois particularmente, marcam alguns dos inúmeros momentos em que ela me contou sua experiência com Deus.
O primeiro foi um dia em não tinha recebido o dinheiro por passar a roupa de algumas pessoas. Era domingo, e seus filhos choravam por não ter em casa nada para comer. O único dinheiro que ela tinha era do dizimo. Conversou com as crianças, disse para não chorarem e nem reclamarem, e dirigiu-se a Igreja para ofertar ao Senhor o seu dizimo. Foi orando pelo caminho, colocou a situação diante do Senhor. Chegou ao culto, depositou o seu dizimo. E no final, quando ia retornando para sua casa, sem ter o que por na mesa para seus filhos. Alguém tocou em seu braço, e entregou uma quantia de dinheiro, do qual pode alimentar seus filhos por toda aquela semana. Aprendi com ela fidelidade.
E algo que marcou sua vida e a nossa, foi numa campanha chamada “40 dias de propósitos”, ela foi arrebatada aos céus, e disse que ao chegar lá, ouviu um som que era muito alto, mais barulhento que a “guitarra do Daniel” no momento do louvor. E ela disse ter ouvido a voz do Senhor, como o barulho de muitas águas, contava este testemunho e dizia, tenham paciência com o barulho dos jovens na igreja, no céu será muito mais alto...e ria!! Me ensinou a respeitar o outro.
A D. Ester quantos almoços regados a quiabo eu pude experimentar em sua casa. E acreditem, por melhor que estivesse ela dizia: Pastora, não ficou bom! E eu sabia que era um pretexto para eu voltar outro dia, e ter o prazer da sua companhia. Olhávamos fotos e recordávamos os antigos tempos da IMESA...sempre uma história, sempre um sorriso...
D. Ester deixa muita saudade, hoje não sou mais pastora em sua igreja, mas sempre me recordo desta querida irmã que cativou meu coração. Sei que sua morte é preciosa ao Senhor, pois o seu viver foi separado para honrá-lo em todas as suas atitudes.
Amados familiares e amigos, que choram com sua partida...sigamos este legado, e breve, muito breve, estaremos todos juntos novamente nos alegrando eternamente na presença do Pai.

28 de setembro de 2011

A CASA DO OLEIRO...

Descer a casa do Oleiro é uma das melhores experiências que podemos passar. Eu estive lá no fim do ano passado. Quer dizer, foi a primeira vez que eu dei conta de que estava lá, pois já havia ido várias vezes antes, sem saber!

Parece-me que a gente desce a casa do Oleiro todas as vezes que Ele encontra uma rachadura em nós, e olha nesta última visita eu estava totalmente rachada na alma!

De repente, é sempre assim, veio um pensamento que a liturgia do final do ano envolveria o barro. Não entendia porque eu iria repetir uma liturgia com este tema, pois eu já havia trabalhado, duas vezes antes, o mesmo assunto, inclusive, a segunda foi logo que assumi esta igreja que estou hoje.

Aceitei o desafio. Chamei o pessoal do louvor, e começamos a juntar ideias, surgiu a música tema – Oleiro, Diante do Trono -, me enviaram uma reflexão da Ludmila Ferber “A casa do Oleiro”. E então, partimos para ensaiar as músicas, uma semana inteirinha de dedicação. E uma semana inteirinha sendo ministrados no Espirito, todos nós.

Saí em busca de vasos de barro, eu tinha em meu coração como eu queria a mesa do altar. Cheia de vasos de barro, um diferente do outro.

Cheguei a noite na igreja para o penúltimo ensaio, e o pessoal, ficou me olhando, e pediram para que no outro dia eu ficasse pronta, iriam me levar há um lugar.

O outro dia chegou, e fomos. De repente, como eu disse, é sempre assim, paramos num lugar rústico com dois barracões, um cheio de vasos espalhados por todos os lados. O outro, com vasos secando.

Passando por uma porta, algo que imitava uma. Vi três rodas e o oleiro debruçado sobre a obra que estava em suas mãos. Ele todo sujo de barro. Olhou para mim e disse que a roda vazia esperava por mim, pediu para um ajudante me colocar ali, e me deu barro nas mãos.

Não saía nada, se quer o barro parava no centro da roda. Então ele veio até a mim, e disse que o barro tinha que ser colocado no centro com força para poder começar a ser modelado. Outro problema, modelar o barro. Ele ia para onde queria e como queria, o Oleiro colocou suas mãos sobre a minha, e me advertiu: Quem tem domínio sobre o barro é você, e não, o contrário.

Neste momento, senti o Espirito santo me dizendo, entendeu? Você tem que estar no centro da vontade de Deus, pois se assim não for Ele não será capaz de moldá-la. E mais, quem tem domínio sobre você é Ele, pois do contrário, você irá se debater de um lado para o outro e estará cada dia mais rachada.

O Oleiro voltou para sua roda e continuou a fazer vários vasos. Eu saí da roda que estava já havia aprendido uma lição ali. E fui contemplar como ele trabalhava o barro. Mãos firmes, adestradas, mágicas. Cheio de sabedoria, começou a dizer: Amo passar meus dias aqui, para mim não tem feriado, se estou com alguma preocupação, corro para cá e me entrego a esta tarefa. Mas o que mais tem que se ter aqui é paciência. Uma vez tive pressa e coloquei antecipadamente os vasos no forno e perdi aquela fornada inteira.

Novamente o Espirito sussurrou em meus ouvidos: O que Deus mais ama fazer é trabalhar o barro, ele não se cansa, ele se entrega a obra de suas mãos. O que Ele mais tem é paciência, pois sabe que se agir antes da hora, pode perder a obra linda que ele tem em mente.

Saí dali, e o Oleiro me acompanhou. Olhei para o outro barracão, vi um monte de vasos quebrados, todos empilhados. Perguntei para ele: Tem como refazer aqueles vasos? Ele, parou, ficou pensando e disse: Tem, precisa moê-los até que vire um pó, misturar com um barro mais forte. Aí dá para fazer um novo vaso, mas não compensa.

No mesmo instante o Espirito Santo interviu. Este processo é o mais doloroso, ser moído para ser modelado novamente. Realmente, a maioria dos oleiros desiste nesta etapa. Mas Deus, o Grande Oleiro, Ele não desiste nunca. Para ele sempre compensa, sempre vale investir mais. Ele nunca desistiu de um vaso, foram os vasos que desistiram bem no meio deste processo por ser doloroso demais.

Um vaso quebrado nunca conseguirá enxergar o projeto perfeito que o Oleiro tem para suas vidas. Pois está em meio a muitas crises, a muita dor, as lágrimas impedem de ver que as mãos do Oleiro estão ali, firmes, adestradas, mágicas, para refazê-lo novamente.

Saí da Casa do oleiro, diretamente para a CASA DO GRANDE OLEIRO, dizendo: Senhor eu me quebrei toda, está doendo, pode me refazer novamente? Mas esta já é outra história...